Uma História Real :/

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Uma história real sobre a frieza do ser humano!
TESTEMUNHO
Expresso, Sábado, 9 de Agosto de 2008
E uma história real. Triste, reveladora de desumanidade e preocupante porque espelha o que de mais baixo pode haver no ser humano.

Numa estrada, algures em Portugal, um homem dirigia a sua viatura, conduzindo logo atrás de uma outra que subitamente abrandou a marcha de forma bem significativa, obrigando-o a uma travagem brusca. É então que vê um pequeno " embrulho " ser atirado pela janela do " pendura " tendo caído a uns quatro metros da berma da estrada.

Intrigado o nosso homem resolve parar o automóvel e dirigir-se para o local a fim de constatar o que tinha sido atirado pela janela. E foi com espanto que, ao desatar o nó do saco de plástico, deparou-se-lhe um cachorrinho, ainda bébé, que gania alto.

O homem em causa, de 1,87 m de altura e bem constituído, refeito do espanto e da surpresa, sentiu uma revolta surda que o dominou por completo. Entrou no carro de novo com o cão bébé e arrancou em alta velocidade pela estrada que seguia, tendo conseguido alcançar, ao fim de 15 minutos, a viatura de onde o cachorrinho houvera sido lançado para fora e, numa manobra abrupta mas rápida, fez a ultrapassagem necessária para logo de imediato proceder a uma travagem a fim de conseguir a imobilização da viatura em causa. O que sucedeu.

Saindo do seu automóvel, o homem dirigiu-se para a porta do pendura com o cachorrinho bébé e, para seu espanto, viu que a pessoa em causa era uma mulher.

- Este cachorrinho é seu, não é verdade? - perguntou ele.

- Não. Deve estar enganado - respondeu ela.

- Não estou enganado. Vi-a a atirá-lo pela janela fora quando seguia atrás de vós - continuou ele.

A mulher nada disse, fechando-se num mutismo próprio de quem se sentira apanhada.

Acto contínuo o homem abriu a porta do carro onde ela se encontrava sentada e desferiu duas sonoras e não menos violentas bofetadas no seu rosto. Um homem, que seria o marido da mesma, abre a porta da viatura a fim de tirar o desforço devido e só não fez mais nada porque ouviu a seguinte frase: " A tua mulher levou duas chapadas mas tu, se avanças, não ficas direito ". O marido da senhora resolveu prudentemente fechar a porta do carro e quedar-se no interior.

O homem que tinha o cachorrinho, com voz calma mas que revelava profunda emoção, olhando para a senhora rematou de forma pausada: " É bem verdade que quem não gosta de animais não pode gostar de pessoas ".

O cachorrinho é hoje uma linda cadela de três anos de idade, bem tratada, querida e meiga. O dono dela é o nosso homem que se viu em grandes dificuldades para amamentá-la a biberão em intervalos de duas horas até às seis semanas de vida.

Direitos dos animais? Respeito pela vida? Reconhecimento que a vida é algo que não nos pertence? Tudo isso são conceitos estranhos para uma grande e significativa parte dos homens e mulheres deste mundo. Não podemos, desta forma, admirar-nos do que os homens fazem aos seus semelhantes, porque, na verdade, quem não gosta de animais não pode gostar de pessoas.
Pedro Amaral

3 Patinhas:

ηatalie αfonseca disse...

Filha da p*!
Quem não a agarra-se e fizesse o mesmo! Posso me voluntariar?!?!? E atirá-la janela fora???

Revolta-me estas coisas de gente que nem merece respirar!


...

Carmo Mendonça disse...

Podes crer...
Boa candidata a saco de pancada!!

A gata de 20 kg ja foi adoptada :)

blueminerva disse...

Foda-se que javardice!!! (desculpa a linguagem)